Sóstenes Antônio de Arruda
   
 
   



BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
 

  Histórico
 05/04/2009 a 11/04/2009
 28/12/2008 a 03/01/2009
 16/11/2008 a 22/11/2008
 19/10/2008 a 25/10/2008
 07/09/2008 a 13/09/2008

Outros sites
 Instituto Jordão de Arruda
 Carta Maior
 Anistia Internacional




 

 
 

Quem nunca caminhou pelo Cerrado desconhece o que é beleza essencial. As paisagens são incríveis, impossíveis de descrever mesmo com o emprego de todos os recursos da escrita. As árvores e arbustos retorcidos e enganosamente ressequidos exalam aromas que só por aqui se pode encontrar. Mesmo com as poucas chuvas do outono-inverno, a profusão de cores de espécies como o ipê (rosa, amarelo, branco e roxo), contrastando com os incontáveis tons de verde, lilás, vermelho e o cinza-palha-pronfundo, tudo emoldurado pelo azul infinito e puríssimo do firmamento e pelos pedregulhos da terra esbranquiçada, cria um cenário surrealista.

 

Tem um verso, cujo autor eu desconheço, que comparando o Cerrado com outros biomas diz um pouco mais ou menos assim: “...não tens a beleza arrogante das araucárias. Pelo contrário, seus galhos retorcidos erguem-se aos céus como mãos clementes, como que suplicassem a misericórdia do Senhor.”

 

Ponho exemplo com esse fragmento que capturei perto de Goiás Velho, terra natal da Cora Coralina. 

 



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 22h15
[] [envie esta mensagem
]


 

 
[ ver mensagens anteriores ]