As dores de Camões.
Não tenho como atestar a veracidade do caso, mas segundo me disse a Kiki Brito a Universidade da Bahia teria pedido na prova de literatura de seu vestibular a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, dor que desatina sem doer ".
Segundo a lenda, uma vestibulanda de 16 anos interpretou da seguinte maneira:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia, tomavas uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. compravas um computador, consultavas a internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!"
Consta que a criativa candidata ganhou nota dez. Teria sido a primeira vez ao longo de mais de 500 anos que alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de mulher.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h18
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