Desconforto nos ares
Desde o acidente com o vôo 1907 da Gol o transporte aéreo no Brasil tornou-se uma opção desconfortável, estressante e imprevisível. Os atrasos absurdos e cada vez mais constantes e o crescente cancelamento de vôos deixam clara a ineficiência dos serviços de controle, fiscalização e segurança do tráfego aéreo.
Milhares de executivos, técnicos, profissionais liberais e empresários utilizam o transporte aéreo diariamente com objetivos profissionais e, apesar do custo elevado, não podem confiar na pontualidade e tampouco na segurança dos vôos. Isso gera um impacto violento nos negócios, impõe um prejuízo vultoso para o setor privado e compromete as metas de crescimento do próprio Estado.
Para complicar o quadro, a falta de informações claras e precisas, a demora na apresentação de um plano consistente para enfrentar e debelar a crise, geram uma sensação de insegurança difícil de ser ignorado pelos usuários habituais. Sem falar nas teorias conspiratórias que começam a pipocar, difundindo bobagens incríveis a respeito do que poderia ter determinado a tragédia com o vôo 1907.
A tragédia foi motivada pela ineficiência dos serviços de controle, fiscalização e segurança do tráfego aéreo. É verdade que isso é muito grave e inadmissível, mas é igualmente verdade que é um problema que pode ser resolvido, desde que os fatos sejam encarados com objetividade e medidas eficazes sejam tomadas imediatamente.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 10h32
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