Sóstenes Antônio de Arruda
   
 
   



BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
 

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Sobre como o mundo está se acostumando a imaginar o Demônio

 

 

(Foto Reuters-UOL Últimas Notícias)

 

Se o cidadão norteamericano desse uma boa olhada em volta ficaria constrangido. Constataria que a política internacional patrocinada pela elite ultra conservadora que se encastelou em seu governo está minando a confiança que o mundo já teve na sinceridade de propósitos da América e na legitimidade de seus interesses. Para milhões de pessoas mundo afora, aliás, o Sonho Americano revelou-se um pesadelo macabro que tornou suas vidas uma rotina de miséria, assassinatos em massa e degradação da condição humana.

Meu Deus! Como as coisas mudaram. Principalmente após a Grande Guerra o mundo rendeu-se ao gênio criativo, a inventividade e principalmente a liberdade que distinguia os Estados Unidos das demais nações. Havia, inclusive, um profundo sentimento de gratidão pelo papel fundamental que os "Rapazes do Tio San" tiveram na derrota do nazi-facismo e dos horrores medonhos caracterizados pelo assassinato de gente inocente em campos de concentração espalhados pela Europa. Mas com o tempo as coisas mudaram e esses sentimentos deram lugar ao medo e desconfiança.

Os excessos cometidos contra o Vietnam - para citar apenas um exemplo das últimas décadas - mostraram que as coisas não eram bem como pareciam. Uma violência desmedida foi despejada à farta contra uma adversário pobre e sem nenhuma importância na ordem das coisas, ainda que isso custasse um preço altíssimo para a população civil. Uma década de guerra incompreensível, ceifando a vida de milhões de pessoas inocentes e deixando um legado de horror e destruição para outros tantos que por sorte escaparam ao holocáusto. Passados mais de trinta anos, já festejada virada do Milênio, quando o mundo olhava para o futuro com uma pontinha de esperança por dias de paz, a nação mais poderosa do mundo em todos os tempos dá aos humanos incrédulos um exemplo assustador de faniquito-afetado e de intolerância psicótica desmensurada. Os Estados Unidos regurgitaram um ódio jamais visto, despejando o poder incrivelmente devastador de seu poderio militar contra outros dois adversários miseráveis e igualmente desimportantes: Afeganistão e Iraque. Ninguém até hoje sabe dizer, exatamente, um único motivo razoável que justificasse mais essas guerras.

Mas desta feita as coisas escaparam ao controle e os "rapazes do Tio San" foram flagrados em orgias sanguinárias. Aqueles que antes eram nossos heróis agora eram mostrados na WEB e nas Tv's do mundo inteiro se deliciando ao inflingir torturas macabras contra pessoas que eles chamam de "homens das cavernas" - será que há alguma dúvida de quem poderia ser o bárbaro?

Esses acontecimentos têm levado as nações do mundo ao desespero. Aquela esperança de que o Século XXI seria lelbrado pelos maravilhosos avanços da ciência, muitos dos quais produzidos pelo genial povo dos Estados Unidos, foi esmagado pela Casa Branca. O sentimento que atormenta as pessoas agora é que os Estados Unidos estão arrastando o mundo para um tempo de intolerância, genocídios, destruição dos desiguais e aniquilação da diversidade cultural.

Ôpa! Mas não foi exatamente isso que desencadeou a Grande Guerra? Não é exatamente por isso que lembramos do nazi-facismo?

Os "Rapazes do Tio San", que antes eram vistos e celebrados como os heróis que libertaram o mundo dos nazistas e seus campos de concentração, agora são tão ou mais temidos que aqueles. A impressão que se tem é que parecem ter tomado gosto pelas características dos monstros que antes combatiam, ttornando-se demônios bestiais enviados aos quatro ventos para semear a destruição e o caos, assassinar pessoas inocentes e inculcar o medo. Crianças, velhos, aleijados, não importa. É diferente das pessoas da América? Só pode ser terrorista e ser membro do Eixo do Mal! E tome bala...

As pessoas de bem na América, aquelas que têm educação e foram bem criadas, precisam compreender que é impossível manter a situação como está.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 19h57
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Coincidência?

Coincidência ou não, o fato é que o noticiário de hoje me fez lembrar do meu post do dia 19.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h22
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Guerra!

Uma guerra cruenta acaba de ser deflagrada entre a Igreja Universal do Reino de Deus e a Revista IstoÉ, da Editora Três. As acusações que trocaram publicamente, amplamente divulgadas pela Tv Record, são gravíssimas e precisam ser devidamente apuradas. Missão para a Polícia Federal e pelo inistério Público Federal, com a devida satisfação de contas para a população.

 

 

Vai ficar muito constrangedor para o Brasil, com risco de abalo em sua credibilidade internacional, se o assunto não for escarafunchado com profundidade, até porque a chance de haver inocente nessa história toda é remota, improvável, diria melhor.

 

  

Não surpreende, contudo, que personalidades da vida nacional revelem suas abominações. Esses dias atribulados que têm nos acossado mostram de modo cristalino o "vale-tudo" a que se reduziu a política brasileira e a que ponto podem chegar nossos líderes. Os homens mais importantes da República chafurdam descaradamente no que há de mais abjeto e ainda dizem que nós é que estamos errados. Um desses idiotas, outro dia, teve o desplante de nos mandar "sacudir o traseiro" para resolver o problema da agiotagem patrocinada pelo governo para a pilhagem da riqueza nacional. A orgia financeira incentivada pelo "governo de língua plesa" está empurrando milhões de brasileiros para o abismo da miséria e da degradação humilhante. Milhões de pessoas, nossos irmãos brasileiros, estão nessa condição por pura incapacidade e inidoneidade de algumas figuras em postos chaves.

 

Bem, mas falávamos da guerra santa em favor da qual duas corporações nacionais estão se empenhando, que certamente vai render boas histórias nas próximas semanas. Nosso azar é que vai competir em importância com a CPI dos Correios e isso pode acabar favorecendo grandes vigaristas, que já não é de hoje deveriam estar num presídio de segurança máxima.

 

Vamos ver no que isso tudo vai dar.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h19
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