Com licença, Senhor Presidente.
Sou um observador atendo da política brasileira. Desde criança acompanhava meu pai e meu avô em suas atividades políticas e partidárias por localidades goianas que sequer constam dos registros cartográficos mesmo nos dias de hoje. E olha que isso já se perde na noite do tempo. Como voto no Senhor desde sua primeira candidatura à presidencia da República, sua vitória nas últimas eleições despertaram ainda mais minha curiosidade pelos bastidores e pormenores do cenário político.
Na minha modesta opinião o Senhor cometeu erros e acertos que, de algum modo, vão repercutir ainda por décadas após o final de seu mandato e que a história, mais do que minhãs impressões, há de fazer justiça a sua passagem pelo poder. Como tenho me irritado com as prezepadas dos dirigentes do PT, envergonhando os brasileiros perante o mundo, não sou a pessoa mais indicada para fazer esse juízo.
Ocorre, Excelência, que tomei como insulto o pronunciamento oficial em que o Senhor afirmou que a culpa pela agiotagem que está pilhando a riqueza nacional seria dos brasileiros, pela incapacidade de mexer o "traseiro" para procurar juros menores. Com todo respeito, Senhor Presidente, fiquei ofendido com suas palavras.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 20h54
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