Papo cabeça
Estava saindo de casa e enquanto jogava uma gandola na carcaça vi uma parte da repostagem sobre os filmes do Alfred Hitchcock, no programa Metrópole, da TV Cultura. Os comentários de cinéfilos sobre os principais filmes do mestre do suspense me fizeram lembrar que na infância ou pouco mais assisti quase todos eles na "Seção da Tarde" ou na "Seção de Gala". Putz! Quantas vezes deixei de estudar ou fazer as tarefas da escola, ou ia dormir de madrugada entretido por todos aqueles filmes. Mas valeu a pena.
O que achei interessante foi o comentário final de um dos tais estudiosos ou simplesmente amantes do cinema. Segundo ele, quando morer gostaria de encontrar o Hitchcock e conversar com ele um pouco sobre aqueles filmes geniais. Achei mesmo interessante o ponto a que pode chegar uma paixão, fazendo o cara planejar para além da vida, e isso me fez pensar se haveria alguém com quem eu quisesse ter uma conversa post mortem.
Pensei, pensei e cheguei à conclusão de que, talvez, procurasse Adolf Hitler apenas para dizer a ele o quanto eu o considero um assassino estúpido e incompetente.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h36
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