Sei que pode soar piegas, mas depois de ler o Código Da Vinci, do Dan Brown - que aliás é ótimo -, fiquei interessado em ler um pouco mais sobre o tema, principalmente à Maçonaria. Meu pai e tios são maçons, como meu avô e bisavô o foram em seu devido tempo, daí meu interesse específico. E numa dessas leituras encontrei obras magníficas sobre um período da história raramente abordado apropriadamente na escola. E uma oração belíssima atribuída aos Templários, que diz assim:
"Deus infinito que lê em meu coração, que conhece meus pensamentos mais íntimos, que me dá o livre arbítrio para escolhar entre a estrada do Bem e do Mal. Recebe minha prece e ilumina minha alma, para que não caia no erro, para que não desagrade a Vossa soberana Vontade. Guia-me pelo caminho da virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade."
Essas leituras conduziram também a outros aspectos curiosos do passado. Soube, por exemplo, que a tal Ordem do Templo difundia entre seus membros o conhecimento acumulado ao cabo de Séculos que se perderam na noite do tempo e se relacionam ao Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e Paganismo – entendido na correta definição do termo.
A riqueza e profundidade dos temas e a vibrante trajetória histórica das instituições que compuseram uma cultura que agrega o conhecimento milenar do Oriente e do Ocidente, tornam a leitura simplesmente fascinante. No Século X, por exemplo a Ordem difundia a milhares de pessoas de várias nacionalidades que a Filosofia Oculta contava com três mundos: o elementar, o celestial e o intelectual, e no Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do tempo era o passado, o presente e o futuro. Que o homem dispunha de três poderes harmônicos: o gênio, a memória e a vontade. Que a natureza operava sobre a eternidade e a imensidade movida pela onipotência. A sua concepção de Deus era: sabedoria, força e beleza. Tudo provinha da Lenda do Graal, a que os Templários acrescentavam que em política, a grandeza, a duração e a prosperidade das nações se baseavam em três aspectos primordiais: sabedoria, estabilidade e poder.
Muitas doutrinas filosóficas posteriores à Ordem afirmam ter no Templo sua paternidade: Rosa-Cruzes, Maçons, Cátaros, Gibelinos, etc. No entanto, mudanças estruturais definitivas distinguem os Templários de outras Ordens. A transmissão real da doutrina não se manteve. Com o fim dos Templários, chegou-se ao fim de um período da história.
Quer uma boa dica? Leia o Código Da Vinci (Dan Brown, Editora Malheiros).