Sóstenes Antônio de Arruda
   
 
   



BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
 

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Uma coisa leva à outra

Sei que pode soar piegas, mas depois de ler o Código Da Vinci, do Dan Brown - que aliás é ótimo -, fiquei interessado em ler um pouco mais sobre o tema, principalmente à Maçonaria. Meu pai e tios são maçons, como meu avô e bisavô o foram em seu devido tempo, daí meu interesse específico. E numa dessas leituras encontrei obras magníficas sobre um período da história raramente abordado apropriadamente na escola. E uma oração belíssima atribuída aos Templários, que diz assim:

 

"Deus infinito que lê em meu coração, que conhece meus pensamentos mais íntimos, que me dá o livre arbítrio para escolhar entre a estrada do Bem e do Mal. Recebe minha prece e ilumina minha alma, para que não caia no erro, para que não desagrade a Vossa soberana Vontade. Guia-me pelo caminho da virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade."

 

Essas leituras conduziram também a outros aspectos curiosos do passado. Soube, por exemplo, que a tal Ordem do Templo difundia entre seus membros o conhecimento acumulado ao cabo de Séculos que se perderam na noite do tempo e se relacionam ao Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e Paganismo – entendido na correta definição do termo.

 

A riqueza e profundidade dos temas e a vibrante trajetória histórica das instituições que compuseram uma cultura que agrega o conhecimento milenar do Oriente e do Ocidente, tornam a leitura simplesmente fascinante. No Século X, por exemplo a Ordem difundia a milhares de pessoas de várias nacionalidades que a Filosofia Oculta contava com três mundos: o elementar, o celestial e o intelectual, e no Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do tempo era o passado, o presente e o futuro. Que o homem dispunha de três poderes harmônicos: o gênio, a memória e a vontade. Que a natureza operava sobre a eternidade e a imensidade movida pela onipotência. A sua concepção de Deus era: sabedoria, força e beleza. Tudo provinha da Lenda do Graal, a que os Templários acrescentavam que em política, a grandeza, a duração e a prosperidade das nações se baseavam em três aspectos primordiais: sabedoria, estabilidade e poder.

 

Muitas doutrinas filosóficas posteriores à Ordem afirmam ter no Templo sua paternidade: Rosa-Cruzes, Maçons, Cátaros, Gibelinos, etc. No entanto, mudanças estruturais definitivas distinguem os Templários de outras Ordens. A transmissão real da doutrina não se manteve. Com o fim dos Templários, chegou-se ao fim de um período da história.

 

Quer uma boa dica? Leia o Código Da Vinci (Dan Brown, Editora Malheiros).



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 18h19
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Eu não sei nada

"Eu não vim até aqui  te divertir
Se me divirto, de algo já valeu
Não vim dançar, sorrir, te tratar bem
Lutar por algo que já não é meu

Eu sei do tempo, conheço seus danos
No que eu fui, no que eu não pude ser
Nos meus acertos e nos desenganos
Do que eu sei, nada serve pra você

E eu só quero dizer
Que eu não sei nada de você
E eu só quero dizer
Não sei muito de mim também

Os dedos que apontam rumos
Senhores, juizes do valor
Não são os meus, eu já não julgo
Não estou na sua pele, sua dor

Eu sei do tempo, conheço seus danos
No que eu fui, no que eu não pude ser
Nos meus acertos e nos desenganos
Do que eu sei, nada serve pra você

E eu só quero dizer
Que eu não sei nada de você
E eu só quero dizer
Não sei muito de mim também"

Herbert Viana



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 14h44
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