Sóstenes Antônio de Arruda
   
 
   



BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
 

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A força dos fatos fazem o mundo ver os Estados Unidos assim. Até quando?

Foto de Mustafa Ozer, da AFP



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h46
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Utopia?

UTOPIA

 

O que podem as crianças de qualquer nação, inclusive minhas filhas e as suas, esperar do futuro? Confesso que tenho muito medo e não sou exatamente um otimista em relação ao que os países ricos pensam fazer a respeito da miséria, tragédia humana que ceifa dezenas de milhares de vidas inocentes mundo afora, ou com os refugiados sudaneses, ou a escalada da violência em todos os continentes, provocada pelo desespero e abandono de populações inteiras.

 

Veja a situação no Oriente Médio. Logo depois da II Guerra, pouco mais de 50 anos, os palestinos foram expulsos de suas casas ou simplesmente assassinados aos milhares, indiscriminadamente, para dar lugar à criação do que hoje é o Estado de Israel. Velhos, crianças, donas de casa, operários que sequer entendiam o que estava acontecendo, de um dia para o outro perderam suas casas, seus empregos, suas famílias, tudo. As pessoas eram abatidas nas ruas a tiros, como cães, e seus bens pilhados. Uma orgia sanguinária financiada e incentivada pelos Estados Unidos e Europa com o apoio integral da ONU. Isso foi em 1948 e desde então os palestinos vêm sendo impiedosamente esmagados, confinados em campos de refugiados em seu próprio país, de onde não podem sair sem autorização das forças israelenses e a humilhação da revista, como se fossem bandidos. Ou melhor, terroristas, como preferem os dirigentes dos países civilizados.

 

Nesse mesmo período os Estados Unidos nada fizeram para conter os crimes contra a humanidade praticados pelos dirigentes israelenses. Preferiram fazer intervenções em outros países, como Iraque e Afeganistão, por exemplo. Foram os Estados Unidos que promoveram e deram suporte militar, armamentos e dinheiro para a promoção de Sadan Houssem e Osama Bin Ladem e lhes dar o domínio sobre os povos daqueles dois países. Enquanto foi conveniente para os norte-americanos, esses tiranos puderam barbarizar livremente aquela gente. Quando não lhes interessava mais, os Estados Unidos mobilizaram a mais espetacular máquina de guerra jamais conhecida no planeta para simplesmente destruir o Iraque e o Afeganistão e provocar o assassinato de centenas de milhares de inocentes, sob o pretexto de levar a paz, civilizar aquelas nações e caçar seus terroristas.

 

Os países ricos têm conhecimento científico, domínio de recursos tecnológicos suficientes, profissionais maravilhosos e dinheiro de sobra para debelar a miséria e erradicar a fome nos países pobres. O custo de uma operação dessa natureza seria muito menor que o das guerras ilegítimas e vergonhosas que vêm empreendendo ou patrocinando mundo afora, e proporcionaria resultados concretos rapidamente. Além disso seriam poupadas as vidas de jovens norte-americanos e de outras nacionalidades também. Em outras palavras, se houvesse bom senso milhares de tragédias diárias, que impõe desespero e sofrimento a famílias no mundo inteiro, seriam evitadas.

 

O que todos os povos desejam é viver em paz, criar e educar os filhos com dignidade, e isso custa muito pouco. A única diferença entre sudaneses ou haitianos de norte-americanos e britânicos é a riqueza e educação que cada um dispõe. Qualquer ambiente onde haja justiça social, empregos, salários dignos, acesso a educação e cultura, possibilidades de lazer e atendimento médico eficiente para a população,  o desenvolvimento sócio-político e econômico é inevitável. E nessas condições os índices de violência (assaltos, assassinatos, atentados terroristas, seqüestros etc) seriam inexpressivos, criando uma atmosfera de absoluta paz e tranqüilidade no mundo todo.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h30
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O que podem as crianças de qualquer nação, inclusive minhas filhas e as suas, esperar do futuro?

Foto de Hatem Moussa, da Agência AP



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 10h09
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Fraude nas eleições dos Estados Unidos

(Jornal ”The Boston Globe”, Edição de 10 de novembro de 2004, reportagem de Rick Klein, em Washington, tradução: George El Khouri Andolfato).

 

À medida que ricocheteiam por todo o país pela Internet, os detalhes parecem sob medida para levantar as sobrancelhas dos democratas desconfiados.

 

O presidente Bush obteve 4.258 votos contra 260 do senador John Kerry em um subúrbio de Columbus, Ohio, onde apenas 638 votos foram depositados. Por todo o Estado de Ohio, cerca de 76 mil cartões perfurados não registraram voto para presidente, e as autoridades estão apenas começando a contar os 155.428 votos provisórios.

 

Em Holmes County, Flórida, apesar de quase 3/4 dos eleitores serem democratas, Bush derrotou Kerry por 6.410 votos contra 1.810, em resultados que espelharam os de vários outros condados onde foram utilizadas cédulas de papel. Em Broward County, na Flórida, grande reduto democrata, após os primeiros 32 mil votos em trânsito terem sido inseridos no computador, um defeito no software fez votos adicionais serem subtraídos da totalização, em vez de somados.

 

Uma semana após Bush ter declarado sua vitória, do Novo México até a Carolina do Norte existem especulações de que a vitória de Bush não foi real e nem tão decisiva. Com as lembranças ainda frescas das irregularidades de 2000, e-mails e mensagens postadas na Internet acusam os republicanos de terem roubado a eleição.

 

Seis democratas do Congresso pediram uma investigação pelo Government Accountability Office (GAO, a divisão de investigação do Congresso). Importantes acadêmicos também entraram na luta, dizendo que a integridade e o futuro do sistema de votação da nação exige que todas as alegações sejam respondidas.

 

"O que precisa acontecer é uma investigação total", disse Troy Duster, um professor da Universidade de Nova York e presidente da Associação Sociológica Americana. "Soa como fantasia paranóide, mas eu acho que os dados sugerem que, mesmo se Bush venceu, ele não venceu com as margens que foram divulgadas. Nós temos aqui uma potencial crise de legitimidade com tudo o que está sendo dito pela Internet, e a forma de lidar com isto é investigando."

 

As pesquisas de boca-de-urna em Ohio e na Flórida apontaram resultados favoráveis a Kerry, e nesses Estados foram informadas irregularidades de votação e apuração em vários locais.

 

"Ocorreu fraude na eleição de 2004", declarou a equipe da BlackBoxVoting.org, um site popular que está compilando os relatos de problemas eleitorais. Outro site sugere que Kerry está se recusando a contestar a eleição porque outros membros da sociedade secreta Skull and Bones de Yale o proibiram de fazê-lo.

 

Na Flórida, os condados de inclinação democrata em que Bush venceu são na culturalmente conservadora Panhandle, onde o presidente derrotou Gore em 2000 e onde fez apelos particularmente intensos neste ano. A falha de software que iniciou a subtração dos votos em vez da adição afetou apenas poucas urnas, e foi percebida e corrigida.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 09h30
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Enfim o fim de ano

Coisa mais irritante! O ano passou como um meteoro, deixando apenas um rastro de poeira. Quase tudo o que pretendia fazer esse ano ficou para depois. E não foi falta de esforço, porque ralei feito gente grande, cortei um dobrado, enfrentei alguns moinhos medonhos e, por enquanto, estou contabilizando um número considerável de "quem sabe o ano que vem?".

 

Pois é, pelo que vejo 2005 será como todos os outros que o antecederam, um ano de muito trabalho, sacrifícios e, a menos que Deus intervenha rápido, resultados incertos.

 

O interessante é que tenho uma quantidade significativa de coisas muito boas que estão por acontecer, resultado de alguns trabalhos que iniciei há pelo menos 15 anos. E se depender da escrita, algumas coisas que iniciei nos últimos meses podem acabar se realizando somente dentro de algumas décadas.

 

Não sei se isso é, exatamente, o que se pode chamar de “performance eficiente”, mas de qualquer modo, é uma constante que observei ao longo da vida e, ao que parece, continua sendo aplicável na atualidade.

Espero sobreviver para colher e gozar os resultados que prenunciam. No que depender de trabalho, empenho e perseverança, 2005 vai ser sim um ano muito bom. Quem viver verá.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 20h13
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