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BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
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Foram chegando de mansinho...
Pois é, os quarenta foram chagando de mansinho, se chegaram devagarinho e foram ficando até ficar, como diria a Adriana Calcanhotto. E estamos aí.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 00h02
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O último dia antes dos "enta".
Não foi como eu imaginava. Durante muito tempo acreditei que o último dia antes dos quarenta fosse especial, quase mágico. Um momento daqueles em que todas as forças da natureza, nutridas por experiências de toda uma vida densa, intensa, faria germinar na mente conclusões definitivas sobre "qualé", sacou? Não, não sacou.
Pensei que nessa fase da vida saberia o que sempre quis saber e até desvendaria os mistérios que sempre me intrigaram. Que nada, nem sequer me conheço direito ainda. A cada dia que passa descubro um pouco mais sobre o quanto estava errado sobre coisas que, num dado momento no passado, me pareciam tão verdadeiras e definitivas. Não raro me flagro fazendo mil planos, sonhando com um futuro que ainda melhor que tudo o que já vi, vivi.
Quando me pego assim tão viajandão fico um pouco mais ou menos sem saber se não seria imaturidade minha. Um dia desses, por exemplo, voltada duma viagem de trabalho me dei conta da devastação que a soja perpetrou contra a região de Piracanjuba, outrora dominada pelo Cerrado e a generosa multiplicidade de espécies vegetais e animais característico desse habitat - que não é exatamente bonito se comparado ao padrão estético da Amazônia ou da Mata Atlântica e suas árvores não têm a exuberância nem a imponência arrogante das Araucárias. Antes pelo contrário, seus galhos ressequidos erguem-se aos céus como mãos clementes implorando a Misericórdia, como um dia disse o poeta. Suas terras são esbranquiçadas, arenosas e recobertas de pedregulos de quartzos, que parece um milagre alguma planta sobreviver naquele lugar. Mas você anda poucos metros e se depara com uma espantosa riqueza de vida, de cheiros, sabores e formas, é exatamente isso que torna o Cerrado um lugar mágico. E ver tudo isso ser destruído para dar lugar à monotonia transgênica da soja é muito triste. Se o cabra não "firma o gorpe" se desiludir da própria vida.
Bom, voltando à tal viagem, numa das poucas árvores que restaram em milhares de hactares desenvolvia-se um duelo entre predador e presas. Um carcará tentava alcançar um ninho numa forquilha mas era atacado por uns vinte outros pássaros menores e de espécies diversas entre si. Parei o carro fora da estrada algumas dezenas de metros adiante, apanhei a máquina fotográfica e tentei me aproximar o máximo que pudesse. Quando encontrei o melhor lugar para ficar sem ser notado tentei em vão focalizar alguma coisa, mas havia muito movimento e a distância era maior que o alcance da lente de que dispunha. Fotografei assim mesmo pois jamais havia me aproximado tanto de um carcará e de uma batalha tão cruenta, embora soubesse que as fotos não revelariam mais que alguns vultos. Enquanto tentava registrar as arremetidas determinadas do Carcará serem frustradas por aves muito menores e frágeis, me lembrei da poderosa Nikon que tomei emprestada da Joana como quem desejasse um brinquedo - por um momento me senti como um menino e me lembrei de quando explorava os arredores de Anápolis com uma "magrela" que não era lá grande coisa, e sonhava com aquelas mountain bike com 18 velocidades que alguns garotos tinham. E estava eu ali, correndo pelo meio do mato, "engastaiado" no mato, tirando retrado de "bicho avuador". Nem tinha equipamento adequado, nem sou fotógrafo e nem entendo nada de documentário fotográfico da vida animal, mas estava me divertindo e isso me bastou. Voltei pra estrada com o pensamento ainda na disputa entre predador e presa. Jamais saberei quem venceu aquela contenda. O fato é que isso às vezes me faz pensar que ainda sou muito imaturo. Mas só às vezes, porque eu quero mesmo é sonhar, desejar ardentemente e perseguir as coisas que eu quero. Se a sorte me for cara, com a mesma determinação do Carcará.
Por enquanto vou experimentar os "enta", viver o que me for reservado e viver os dias da melhor maneira, ainda sem saber quem eu sou, aonde estou e como vou.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 19h48
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Ufa!
Que dia... Ainda não consegui relaxar totalmente. Também, acabei de chegar em casa e nem banho tomei ainda. E olha que saí de casa as 08:30hs. Mas nem adiantava tentar baixar a bola antes de colocar alguns assuntos em dia, responder uns 4 ou nove e-mail's e ver o que havia chegado. Há muitas novidades fresquinhas, absolutamente inéditas nesses últimos atribulados meses. E, ao que parece, está tudo correndo para resultados mais que satisfatórios.
Peço a Deus, Senhor dos senhores, que continue me abençoando.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 22h01
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Aniversário
Na próxima sexta-feira, dia 1 de outubro, comemoro 40 anos de idade. Caramba! Isso pode não parecer nada até você transformar isso em outros números. Observe que 40 anos equivalem a:
- 480 meses, ou
- 2.064 semanas, ou
- 14.600 dias, ou
- 350.400 horas, ou
- 21.024.000 minutos, ou
- 1.261.440.000 segundos.
Nunca havia parado prá fazer essa conta. Impressionante!
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h41
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