Memórias da pele.
Bastaram suas poucas palavras naquele telefonema para eu compreender que ela já havia lido meus pensamentos. Nem precisava especular ou tentar induzir a conversa, tinha certeza de que já não era segrego para ela. Mas sei também qua para ela tudo aquilo já não era novidade, pois minhas carnes nunca puderam esconder a tortura latejante de tê-la tão perto e ao mesmo tempo tão inatingível, impenetrável...
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 08h00
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