Sóstenes Antônio de Arruda
   
 
   



BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
 

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Franz Kafka

"Há esperanças, só não para nós."

Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h10
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Carpem Diem

Meu bom amigo Marco Antonini - artista genial de Goiânia - estava muito invocado com a mediocridade que cerca determinados círculos do meio artístico e da crítica especializada. Depos de ler o que escreveu a respeito disse-lhe um pouco mais ou menos o seguinte:

Grande Marquinho,

Concordo plenamente com você sobre viver feliz aqui e agora,
independentemente do que se tenha ou do que se pretenda ter
no futuro. Futuro que, aliás, sequer podemos dizer se vai
realmente acontecer ou se será abreviado pelas fatalidades
que aqui e acolá podem nos surpreender.

Somos condicionados a compreender o futuro como algo distante
no tempo, o que é um engano fatal. O futuro, na verdade,
começa no instante seguinte, no próximo minuto, em cada passo
ainda não dado.

Aproveitar o dia e a balada das horas, como se fosse uma
valsa interminável na amalucada ciranda a que camamos
simplesmente de vida, é a única garantia de continuar vivo e
alcançar a felicidade, que reside justamente na busca.

"Carpem Diem".



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 16h45
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A relação de causa e efeito.

A esperança, contudo, não exime o miserável mortal da aflição de lidar com o imponderável. O que lhe reserva o minuto seguinte? Poderá resolver os problemas, encontrar as soluções vitais? Se ao menos não houvesse tanta gente dependendo diretamente do sucesso ou do fracasso de suas iniciativas poderia até suportar melhor essas e outras tantas conseqüências do fazer ou não fazer, do êxito ou da derrota. Mas a expectativa gerada em volta de si mesmo, as expressões de frustração estampadas no rosto dos que gravitam à sua volta, tornam cada passo, cada atitude, um lance decisivo.

Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 11h33
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Pois é...

A agonia das dores inconfessáveis torna o ar irrespirável, faz o coração pesar no peito como um monolito e impõe aos olhos uma busca incessante por algo que nem a própria razão pode supor. Os dias se tornam um martírio e a vida, às vezes, um deserto medonho. Não há consolo que refrigere a alma e alivie os doridos ais.

Tudo isso seria insuportável, não fosse essa crença cega na vida, no destino e nas muitas e surpreendentes novidades que, aqui e ali, emprestam cores irresistíveis à essa grande aventura existencial.



Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 17h13
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