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BRASIL, Homem, de 36 a 45 anos, sostenes.arruda@uol.com.br
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Para não sermos cúmplices do novo holocausto
Peço licença ao Emir Sader para transcrever seu excelente artigo sobre o nazi-sionismo e o holocausto do povo palestino, publicado no Blog do Emir em 31.12.2008 (Visite o Blog do Emir no http://www.cartamaior.com.br)
"Para não sermos cúmplices do novo holocausto
Nada mais parecido com a tentativa de extermínio pelo nazismo de judeus, comunistas, esquerdistas em geral, ciganos, do que o que Israel tenta fazer com os palestinos; um holocausto que reproduz, da forma mais parecida possível o produzido pelos nazistas na Alemanha. Tornado Estado racista, de apartheid, odioso e odiado por todos os outros povos do mundo (entre as centenas manifestações de protestos pelos massacres contra Gaza, nenhuma de apoio a Israel), que sobrevive somente graças ao maior apoio militar dos EUA no mundo, como seu braço imperial no Oriente Médio, e ao silêncio cúmplice de europeus, Israel tem que ser repudiado em todas as instâncias possíveis.
O Parlamento brasileiro tem que rejeitar imediatamente a proposta de um inconcebível Tratado de Livre Comércio do Mercosul com Israel. Para que se assinaria um Tratado desse tipo? Para que sigam angariando recursos, que vão fomentar a militarização permanente de um Estado que pratica o holocausto contra os palestinos? Não fazê-lo de imediato é ser cúmplice dos massacres israelenses contra o direito, reconhecido pelas Nações Unidas, de que a Palestina tenha um Estado soberano, da mesma forma que Israel o tem.
O governo brasileiro deve chamar imediatamente seu embaixador em Israel, para demonstrar que esse expediente é parte da política externa brasileira não apenas quando se acredita que os interesses econômicos do país podem estar em jogo, mas também na denúncia dos crimes contra a humanidade, como os praticados por Israel. O embaixador não deve retornar antes que Israel cesse completamente as agressões e os assassinatos em massa contra Gaza e qualquer outro território palestino.
Lula deve confirmar sua viagem ao Oriente Médio, mas deve suspender sua visita a Israel, como protesto pelo genocídio que Israel faz contra os palestinos, não ouvindo os apelos da comunidade internacional para que cessem os bombardeios, sentindo-se imune de qualquer justiça internacional, pelo apoio que tem de seu estreito aliado – os EUA. Lula deve viajar à Palestina, a todas as regiões dos territórios ocupados pelas forças coloniais israelenses, incluída Gaza, conversar com todas as forças que representam os palestinos, incluídos os representantes eleitos democraticamente pelo voto popular para dirigir a Palestina, ainda que não reconhecidos pelas potências ocidentais.
Todas as instituições brasileiras – universidades entre elas, ministérios, governos – que tenham algum tipo de acordo ou convênio com Israel, devem denunciá-los imediatamente. Israel e seus representantes tem que ser repudiados em todos os lugares – embaixadas, consulados, recepções, etc.
Para não sermos cúmplices do novo holocausto, da tentativa de extermínio do povo palestino, da ofensiva nazista de Israel contra Gaza."
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 11h48
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Que crise é essa?
A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo não consegue nascer. Nesse interregno uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece.
(Gramsci)
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 12h21
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Cadê você?
Então você aparece do nada, ignorando solenemente o pacto que quase fizemos, dissipa minha última resistência - falsa, obviamente - e nem amanhece. Não gosta de café?
Saiba que deverá prestar contas disso ao Criador no dia do juízo final, pois vai estar marcado em letras garrafais, negrito, sublinhado e itálico lá, no Livro da Vida.
Mas acho que posso perdoar, enquanto aguardo você me dar outro toque.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h33
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Até mais ver, então.
Sabe como é, incomoda muito não encontrar você. E olha que já rodei bastante por ai, em caminhos diferentes, alguns indizíveis, e mundos de que só ouvira falar. Aqui e acolá, experimentando, indagando, especulando, rebuscando. Nem notícia...
Sei que existe, até já conversei com você – ou pensei ter conversado, tanto faz. Tenho algumas pistas, pois conheço bem o teu cheiro e testemunhei maravilhado os rubores e odores que tua pele exala quando digo, de pertinho, o quanto você faz falta.
Tudo bem, não sonho acordado nem me perco na solidão das noites. Seria um cretino se dissesse tal coisa. Mas quantas vezes conversamos sobre banalidades ou as coisas do mundo, quando te flagrava travestida como personagem incidental nos delírios tresloucados que às vezes me ocorrem? Tenho saudades das ocasiões que talvez nem aconteçam mesmo, e não podendo interferir naquilo que me escapa vou seguindo, como posso. Mesmo que você nem apareça de verdade e aconteça “de com força” como espero, prossigo, pelejando. Tem sempre alguma diversão e aprendizado no simples ato da procura. Agora mesmo vou dar uma banda e ver o que há.
Mas vê se não demora, pô!
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 22h17
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Ave Maurren Maggi.
Uma vitória brasileira, bem à brasileira, carregada de significado. E na hora do Hino, quando ela desabou no "terra adorada", nem fiz questão de esconder o choro.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h46
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Ser Goiano
Ser goiano é carregar uma tristeza telúrica num coração aberto de sorrisos. É ser dócil e falante, impetuoso e tímido.
É dar uma galinha para não entrar na briga e um nelore para sair dela. É amar o passado, a história, as tradições, sem desprezar o moderno. É ter latifúndio e viver simplório, comer pequi, guariroba, galinhada e feijoada, e não estar nem aí para os pratos de fora.
Ser goiano é saber perder um pedaço de terras para Minas, mas não perder o direito de dizer também uai, este negócio, este trem, quando as palavras se atropelam no caminho da imaginação.
O goiano da gema vive na cidade com um carro-de-boi cantando na memória. Acredita na panela cheia, mesmo quando a refeição se resume em abobrinha e quiabo. Lê poemas de Cora Coralina e sente-se na eterna juventude.
Ser goiano é saber cantar música caipira e conversar com Beethoven, Chopin, Tchaikovsky e Carlos Gomes. É acreditar no sertão como um ser tão próximo, tão dentro da alma. É carregar um eterno monjolo no coração e ouvir um berrante tocando longe, bem perto do sentimento.
Ser goiano é possuir um roçado e sentir-se um plantador de soja, tal o amor à terra que lhe acaricia os pés. É dar tapinha nas costas do amigo, mesmo quando esse amigo já lhe passou uma rasteira.
O goiano de pé-rachado não despreza uma pamonhada e teima em dizer “ei, trem bão”, ao ver a felicidade passar na janela, e exclama “viche”, quando se assusta com a presença dela.
Ser goiano é botar os pés uma botina ringideira e dirigir tratores pelas ruas da cidade. É beber caipirinha no tira-gosto da tarde, com a cerveja na eterna saideira. É fabricar rapadura, ter um "passopreto" nos olhos e um santo por devoção.
O goiano histórico sabe que o Araguaia não passa de um “corgo”, tal a familiaridade com os rios.
Vive em palacetes e se exila nos botecos da esquina. Chupa jabuticaba, come bolo de arroz e toma licor de jenipapo. É machista, mas deixa que a mulher tome conta da casa.
O bom goiano aceita a divisão do Estado, por entender que a alma goiana permanece eterna na saga do Tocantins. Ser goiano é saber fundar cidades. É pisar no Universo sem tirar os pés deste chão parado. É cultivar a goianidade como herança maior.
É ser justo, honesto, religioso e amante da liberdade.
Brasília em terras goianas é gesto de doação, é patriotismo. Simboliza poder. Mas o goiano não sai por aí contando vantagem.
Ser goiano é olhar para a lua e sonhar, pensar que é queijo e continuar sonhando, pois entre o queijo e o beijo, a solução goiana é uma rima...
(José Mendonça Teles, Crônicas de Goiânia, Editora Kelps).
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 11h24
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Acrilic on Canvas
- É saudade então.
E mais uma vez De você fiz o desenho mais perfeito que se fez: Os traços copiei do que não aconteceu. As cores que escolhi, entre as tintas que inventei, Misturei com a promessa que nós nunca fizemos De um dia sermos três. Trabalhei com você em luz e sombra.
Era sempre: -Não foi por mal. Eu juro que nunca Quis deixar você tão triste. Sempre as mesmas desculpas E desculpas nem sempre são sinceras - Quase nunca são.
Preparei a minha tela Com pedaços de lençóis Que não chegamos a sujar. A armação fiz com madeira Da janela do seu quarto. Do portão da sua casa Fiz paleta e cavalete E com lágrimas que não brincaram com você Destilei óleo de linhaça E da sua cama arranquei pedaços Que talhei em estiletes De tamanhos diferentes E fiz então Pincéis com seus cabelos. Fiz carvão do batom que roubei de você E com ele marquei dois pontos de fuga E rabisquei no horizonte.
Era sempre: - Não foi por mal. Eu juro que não foi por mal. Eu não queria machucar você: Prometo que isso nunca vai Acontecer mais uma vez E era sempre, sempre o mesmo novamente - A mesma traição.
Às vezes é difícil esquecer: - Sinto muito, ela não mora mais aqui.
Mas então porque eu finjo que acredito no que invento? Nada disso aconteceu assim - não foi desse jeito. Ninguém sofreu: é só você que provoca essa saudade vazia Tentando pintar essas flores com o nome De "amor-perfeito" e "não-te-esqueças-de-mim".
(Renato Russo)
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 22h59
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Seleção de Docente
O Instituto Jordão de Arruda está realizando seleção de docentes com especialização, mestrado ou doutorado. Os interessados devem encaminhar resumo do currículo para o e-mail sac@jordaodearruda.com.br ou cadastrar-se diretamente no site www.jordaodearruda.com.br
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 21h37
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Parabéns Ingrid Betancourt!
A notícia da libertação de Ingrid Betancourt e outros 14 reféns na tarde de hoje, divulgada com alarde pelas agências internacionais, vai entrar direto para o rol dos assuntos mais importantes das próximas semanas, pois além da importância da libertação em si há ainda o igualmente importante significado: a prova do declínio político, moral e operacional da quadrilha de terroristas e narcotraficantes conhecida como FARC – irmã siamesa do PCC, Comando Vermelho e outras gangues.
Mas aposto todos os dedos das mãos como nas próximas horas vão se ouvir a opinião de alguns intelectuais condenando a operação. Só não posso sequer imaginar qual poderia ser o pretexto, mas as próximas horas serão esclarecedoras.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 18h39
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Santa Cruz de Goiás...

Alguns lugares nem o tempo explica e têm o tempo que o tempo tem.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 22h43
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Pra pensar na cama...
"Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar, é perder a vida", por Soren Kiekegaard. Ou, como bem disse Raul, "o caminho do risco é o sucesso. O caminho do acaso é a sorte."
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 15h34
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Um pouco mais sobre as FARC
Os movimentos de esquerda da América Latina estão cometendo um erro terrível com o apoio reverencial que dispensam às FARC.
Disse antes e volto a repetir que as FARC já não têm qualquer traço socialista e muito menos revolucionário. Elas hoje empenham toda sua energia e força, que não é pouca, ao narcotráfico e seqüestro de gente comum do povo, inclusive de trabalhadores e pequenos comerciantes. Qualquer membro, repito, qualquer membro das FARC julgado segundo as leis de qualquer país, notadamente no Brasil, seria condenado no mínimo por formação de quadrilha, associação para o tráfico, narcotráfico, latrocínio, extorsão mediante seqüestro, contrabando... Atividades consideradas criminosas, banditismo puro e descarado. É claro que há também outros grupos terroristas operando em milhares de quilômetros da fronteira norte do Brasil, como os parapoliciais e paramilitares.
Também é verdade que as intervenções militares desastrosas do governo dos Estados Unidos podem facilmente ser tipificadas como crimes de guerra, e que o governo de Israel se tornou tão ou mais nazista do que o próprio Adolf Hitler – o governo de Israel até abriu seu próprio complexo Auschwitz-Birkenau, só que desta vez na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e com a conivência e subsídio financeiro e tecnológico do governo dos Estados Unidos.
A ação do governo da Colômbia deve ser investigada e severamente repreendida, como também merece ser esclarecida a suspeita de conivência dos governos do Equador e da Venezuela com a ação dos narcoterroristas das FARC. Segundo o Código Penal Brasileiro quem apóia, dá abrigo ou fuga, oculta ou se associa com bandido é igualmente bandido e responderá pela cumplicidade.
Pense bem, meu caro amigo. A insanidade dos que, sob qualquer pretexto, chafurdam em sangue inocente não pode se tornar pretexto para apoiar o banditismo terrorista das FARC. Consulte qualquer trabalhador honesto da América Latina, que luta com sacrifício para cuidar da família e criar os filhos em paz, e garanto a você que ele responderá sem pestanejar que prefere o caminho da democracia como a que o Brasil tem hoje. Exceto os bandidos internacionais e os tolos, não tem ninguém interessado em revolução ou conflito armado na América Latina ou em qualquer lugar.
O sonho de um mundo livre e democrático não acabou nem acabará jamais, mas é preciso reconhecer que alguns heróis da década de 1950/60 se perderam no caminho. Alguns se inebriaram de poder e tornaram-se déspotas, algozes de seu próprio povo. E há aqueles, entre os quais incluo as FARC, que descambaram para o crime organizado, narcotráfico e terrorismo.
Passa da hora de ter e demonstrar algum juízo.
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 18h52
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O que é isso, companheiro?!
Falta juízo a uma parcela considerável de intelectuais brasileiros. Tem muita gente boa empenhada na defesa cega das FARC e da psicose caricata do coronel Hugo Chaves e seus caudatários Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega – que lembram muito aqueles ratinhos Pinky e Cérebro. Outros, por outro lado, aplaudem quando Álvaro Uribe se põe a violar fronteiras em ações temerárias, alimentando a retórica dos caudilhetes da região.
É preciso lembrar que as FARC se divorciaram faz um tempão de seus valores originais e hoje se dedicam exclusivamente ao terrorismo, narcotráfico internacional, extorsão mediante sequestro, latrocínio, assassinatos, intimidação de testemunhas... Tudo tipificado como crime pelo Código Penal Brasileiro e todas as normas do Direito Internacional. Aliás, para quem não lembra, as FARC tem íntima ligação com as mais degeneradas facções criminosas brasileiras, especialmente com o Fernandinho Beira-Mar. Não faz muito tempo um pelotão de narco-terroristas das FARC invadiu o território brasileiro e assassinou a tiros de fuzil soldados do Exército Brasileiro que patrulhavam a fronteira. Eram rapazes muito jovens cuidando da segurança de todos os brasileiros, dentro do território brasileiro, e foram assassinados pelos bandidos das FARC.
E a crise das últimas semanas mostrou que no momento as FARC estão interessadas em material radioativo e tem bases nos territórios da Venezuela e do Equador, onde operam sem incômodo. Sem falar que recebem ou receberam generoso auxílio financeiro de Hugo Chaves, que teima em usar seus asseclas para causar dano aos interesses brasileiros, como no episódio na Petrobrás na Bolívia. É importante lembrar também que a situação política interna de Bolívia e Venezuela pode descambar para guerra civil e a qualquer hora um idiota desses come cocô e sai por ai jogando bombas com material radioativo na amazônia, onde o Brasil tem milhares de quilômetros de fronteira seca.
Concordo, por outro lado, que a Colômbia tem o direito legítimo de perseguir e esmagar o banditismo das FARC, problema sério e potencialmente danoso à estabilidade na América do Sul, mas isso não pode significar a violação das normas do Direito Internacional e da soberania das demais países da região, sob pena de também provocar instabilidade regional e uma tensão militar de resultados imprevisíveis.
O bom senso recomenda cuidado e qualquer um que manifeste seu posicionamento pessoal deve ter em mente que brasileiros de várias gerações foram sacrificados sob duras condições para construir o Brasil que temos hoje. Ainda temos muitos problemas, é verdade, mas avançamos muito e as condições nunca foram tão favoráveis. Será que vale a pena sacrificar tudo isso apoiando os cabeças-de-bagre que comprometem a estabilidade regional?
Escrito por Sóstenes Antônio de Arruda às 20h16
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